- Sem querer soar aos clichés amorosos adolescentes - o que eu queria mesmo era dizer-te como te gosto perto. Fazes sempre com o que o mundo se torne mais pequeno, porque o mundo são só os teus braços e as noites infinitas onde parece fazer sempre frio, e eu nunca sei como te deixar às 6 da manhã.
135.
Eu sou daquelas pessoas que ainda acha que existe sempre uma forma mais bonita de dizermos o que temos a dizer, e por isto é que me magoo quando usam as palavras como se quisessem esborrachar corações contra a parede, e me magoo ainda mais quando sou eu a fazê-lo.
(E é tarde, e a esta hora pareço sempre uma menina perdida de casa. Não façam caso.)
132.
Não sei explicar a minha vontade de palco. É como se passasse muito tempo com um sentimento de insuficiência, de falta de mim, e o palco fosse o sítio para onde carrego o meu corpo e o deixo lá a sangrar em frente a uma audiência muda que, ao contrário do mundo, interpreta a fragilidade da alma dorida entregue a eles como sinal de força e controlo. E saio de lá sempre tão gasta que me sinto a deslizar por este mundo com um coração que derreteu e se transformou em esponja.
131.
Gosto das pessoas que não têm vergonha de cantar alto enquanto andam na rua e já perdi conta às vezes que me desviei do meu caminho só para me deliciar com melodias de vidas que me são desconhecidas por mais um bocadinho.
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