143.

Os dias são frios e as mãos gelam tanto quanto o coração.

142.

Dos postais que a Inês recebe às sextas de manhã:

«Gosto de ti porque me aborrece gostar de outras pessoas que não são tu»

141.

Hoje aconteceu-me uma coisa extraordinária - estava à espera do autocarro, com um livro na mão e quando olhei em volta todas as pessoas que me rodeavam tinham desaparecido. O autocarro já tinha passado: e isto implica que tenha ficado à minha frente pelos menos os cinco minutos que espera antes de partir, sem eu ter dado conta. Fazia tempos que não me perdia assim num livro, e deixou-me feliz a tarde inteira.

140.

As manhãs de sol deixam rasto de amor por estes lados.

139.

As coisas danificadas têm outra magia. Sou irremediavelmente atraída para os objectos com falhas que enfatizam o seu uso, que transpiram memórias. Pergunto-me se farei o mesmo com as pessoas.

138.


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Lembrem-se que estou sempre aqui para vocês.
Para uma confissão espontânea.
Para uma conversa tardia.
Para partilhar uma chávena de chá.