152.

Uma hora para o exame, e a vontade de chorar... oh, a vontade de chorar!

151.

Duas horas para o exame. O coração quer fugir pela garganta.

150.

4 horas para o exame, e o nervosismo sente-se nos ossos e nas faces das bailarinas sem fôlego.

149.

Uma coisa vos digo: toda a gente deste mundo devia ser viciada em tango.

148.

Há dias em que a solidão ataca. Não é não ter ninguém com quem falar, é sentir que não se tem ninguém - e isto a mim sempre me pareceu bem pior.

147.

As saudades que tenho de um tempo que nunca vi.

146.

Gosto de fazer anos. Calha sempre bem o mimo.

145.

- And you'll always love me won't you?
- Yes.
- And the rain won't make any difference? 
- No.
Há dias em que sou mulher de um homem só. Oh Hemingway, quantas vezes sou tua.

144.

Que nunca nos esqueçamos
que as pessoas
como as árvores
quebram nas noites de trovoada.

143.

Os dias são frios e as mãos gelam tanto quanto o coração.

142.

Dos postais que a Inês recebe às sextas de manhã:

«Gosto de ti porque me aborrece gostar de outras pessoas que não são tu»

141.

Hoje aconteceu-me uma coisa extraordinária - estava à espera do autocarro, com um livro na mão e quando olhei em volta todas as pessoas que me rodeavam tinham desaparecido. O autocarro já tinha passado: e isto implica que tenha ficado à minha frente pelos menos os cinco minutos que espera antes de partir, sem eu ter dado conta. Fazia tempos que não me perdia assim num livro, e deixou-me feliz a tarde inteira.

140.

As manhãs de sol deixam rasto de amor por estes lados.

139.

As coisas danificadas têm outra magia. Sou irremediavelmente atraída para os objectos com falhas que enfatizam o seu uso, que transpiram memórias. Pergunto-me se farei o mesmo com as pessoas.

138.


dancemearoundtenderly@hotmail.com
Lembrem-se que estou sempre aqui para vocês.
Para uma confissão espontânea.
Para uma conversa tardia.
Para partilhar uma chávena de chá.

137.

Os momentos bonitos que acontecem quase-sem-eu-dar-por-isso:
O meu pai esteve a ligar para amigos a pedir postais para mim e quando foi interrogado pelo motivo, respondeu: "Ela faz colecção. É daquelas garotas que já não se vê por aí."

136.

- Sem querer soar aos clichés amorosos adolescentes - o que eu queria mesmo era dizer-te como te gosto perto. Fazes sempre com o que o mundo se torne mais pequeno, porque o mundo são só os teus braços e as noites infinitas onde parece fazer sempre frio, e eu nunca sei como te deixar às 6 da manhã.

135.

Eu sou daquelas pessoas que ainda acha que existe sempre uma forma mais bonita de dizermos o que temos a dizer, e por isto é que me magoo quando usam as palavras como se quisessem esborrachar corações contra a parede, e me magoo ainda mais quando sou eu a fazê-lo.
(E é tarde, e a esta hora pareço sempre uma menina perdida de casa. Não façam caso.)

134.

No fundo, estas serão sempre as minhas noites favoritas.

133.

Dos postais que a Inês recebe às sextas de manhã:

"Gosto de ti porque não gostas de pessoas, mas gostas de mim e não gritas comigo quando tenho febre à tarde e passas-me os apontamentos de História e és uma das pessoas mais bonitas deste mundo."