168.

«O senhor é tudo quanto me tem valido na minha doença e eu estou-lhe agradecida sem que o senhor o saiba. Eu nunca poderia ter ninguém que gostasse de mim como se gostasse das pessoas que têm o corpo de que se pode gostar, mas eu tenho o direito de gostar sem que gostem de mim, e também tenho o direito de chorar, que não se negue a ninguém.»
Carta da corcunda para o serralheiro, Fernando Pessoa.

167.

A sonoridade do teu nome cheira a flores.

166.

Dos postais que a inês recebe às sextas de manhã:

«Gosto de ti por nenhuma razão em particular, mas sei que vou ter saudades tuas.»

165.

Óh lis, estás tão presente neste dias que se torna sufocante a falta que me fazes.

164.

E continuo sem entender
porque tenho de ver os meus sofrer tanto

163.

das antiguidades
«I'm Inês, I live in Portugal and I'm 14 years old. And none of this matters. What matters is that I tried to memorize Shakespeare's plays by the age of 12 and I like german a lot and I get injured very easily. I like turtles and I'm still trying to figure out why, but if I had one I knew I would call her Tristessa and then spend time explaining everyone that she's called Tristessa because I enjoyed a book by Jack Kerouac with that name. I don't know where I'm going. And sometimes I'm happy that I don't.»