178.

"Eu amo a noite, porque na luz fugida as silhuetas indecisas das mulheres são como as silhuetas indecisas das mulheres que vivem em meus sonhos. Eu amo a lua do lado que eu nunca vi. 

Se eu fosse cego amava toda a gente."

Almada Negreiros, «Canção da Saudade»

177.

As pessoas são sempre casas abandonadas.

176.

E se dissesse que o amor
Nasce nas tuas rimas desalinhadas
Na brutalidade das palavras que te enchem
E na terapia que os teus lábios dizem querer fingir

Deixavas-te ficar?

175.

Custa-me acreditar na impossibilidade do amor. Ninguém neste mundo é de tal modo escorregadio por dentro que não mereça amor que se agarre aos seus limbos e que cresça, como flores, na sua alma.

174.

As pessoas também partem. As pessoas também partem. As pessoas também partem. As pessoas também partem. As pessoas também partem. As pessoas também partem. As pessoas também partem. As pessoas também partem. As pessoas também partem. As pessoas também partem. As pessoas também partem. As pessoas também partem.
Em mais pedaços que os copos de vidro.

173.

Não merecias receber uma carta de amor hoje.