189.

É bonito que me doas tanto.
Perturbas-me as feridas cortadas por ti
os cantos impenetráveis da alma
confortas-me
deliciosamente sincera ao deixar-me
quando deixei de te servir.

187.

eu tento tirar fotos decentes em concertos, a sério que sim. 
(Of Monsters and Men)

186.

Toda a gente tem uma música para quando o mundo machuca. Ella Fitzgerald e Louis Armstrong em April in Paris anestesia-me sempre.

185.

A minha mãe, baixinho, após saber que o mundo magoa:
"como se pode matar gente estando longe é que eu não entendo."

185.

(mas quem me abandonou foste tu...)

184.

Não me desgastes tu as entranhas, menina, que eu já sei que te penduras pela pele do pescoço mas arranjas sempre forma de te agarrar às cordas do estendal. São as tuas manhas, as coisas que aprendeste quando eu virava as costas. Já não te oiço os sorrisos dissimulados nem sei em quantos vais no jogo das escondidas. Vá lá, larga-me a roupa que me estás a amarrotar o vestido. Já não, já não cheiro a praia. Não, não quero os teus braços para nada. Foge daqui, anda. Já não posso com a falta do teu cheiro em ti.